Quero pedir desculpas pela demora em atualizar o blog, depois da World Cup fiquei um tempo afastado dos torneios.

Com o término da temporada, fiz uma reflexão do que passou e das possibilidades que estão por vir. Meu sentimento é que o Paintball no Brasil e na América do Sul cresceu muito. O nível dos times melhorou, o comprometimento dos organizadores aumentou e pela primeira vez, as empresas dos EUA estão olhando para o nosso mercado.

A arbitragem é um fator chave para o sucesso ou fracasso de um evento. É triste ouvir que um resultado foi alterado por erros de arbitragem, por decisões tendenciosas ou simplesmente por falta de preparo. Hoje, mais do que nunca, é muito caro viajar para jogar em outro país ou outra cidade e o retorno do investimento se dá em uma viagem tranquila e um torneio justo, independente do resultado. Acredito que a evolução do nível da equipe de juízes não está no mesmo ritmo da evolução dos times e jogadores.

O Paintball está cada vez mais dinâmico e técnico. Jogadas são feitas em função de posições chave no campo e uma falha de um juiz pode mudar todo o curso do jogo e do torneio. Isso não é novidade pra ninguém, mas eu acredito que podemos minimizar esse problema.

Quem nunca apitou um torneio de Paintball não sabe o quanto é difícil fazer isso. Horas de pé tomando tiro, passando calor, ouvindo gritaria de jogador… não é nada fácil. Porém esse é o nosso esporte e não temos outra saída, é preciso investir na capacitação da equipe de juízes.

As ligas Americanas sabem da importância da arbitragem e oferecem clínicas de formação de juízes ao longo da temporada. Esses cursos são ministrados por juízes renomados, que acompanham o esporte desde o início, ex-jogadores que amam o Paintball e estão fazendo sua parte. Com todo esse esforço, vejo que os torneios nos EUA, principalmente nas categorias mais altas, têm um bom andamento sem grande interferência da arbitragem.

Se um juiz te eliminar e você discutir com ele, você leva uma penalidade na hora. Não tem negociação, jogador eliminado não fala, as regras são cumpridas a risca. É claro que existem erros, mas pelo menos os jogadores não afrontam os juízes e abusam dessa brecha para favorecer seu time.

No Brasil é outra história. A galera toma tiro, conversa com juiz, discute, fala quando está eliminado, o pessoal fala de fora da tela, entra em campo… Como não tem punição, o jogador sente que pode arriscar e que nada vai acontecer.

Precisamos acabar com essa impunidade e começar a mudar a mentalidade do jogador brasileiro. Vejo que a temporada de 2010 será ainda melhor, muitos times estão surgindo nas categorias Iniciante e Amador, outros estão subindo para a Open e assim o esporte está crescendo. Mérito dos organizadores que não poupam esforços, dinheiro e trabalho para fazer tudo acontecer. Com uma melhoria na equipe de juízes, o sucesso será garantido!

No passado, tentaram aplicar as regras com rigor e o resultado foi uma catástrofe por falta de preparo e bom senso. Não adianta ter pulso firme se a equipe está despreparada pra isso. É necessário um líder que assuma essa responsabilidade, que tome a frente das decisões e que tenha o bom senso para não prejudicar times e jogadores sem necessidade.

Então qual é a saída? Treinamento qualificado. É necessário que um jogador com experiência em torneios nos EUA, ou um juiz americano, venha para o Brasil e ensine como deve ser feito. Não consigo imaginar outra solução que resolva o problema de uma vez por todas. Sempre que trouxeram um juiz máximo dos EUA as coisas fluiram bem. Isso não é puxar sardinha para os americanos, mas sim reconhecer as nossas limitações e aprender com eles, para um dia, não precisar mais.

Na prática não é muita coisa. Com mudanças de posicionamento; atitude; aumento da equipe de juízes; uso de cronógrafos de mão e um juiz máximo com boa experiência, resolve o problema. Não quero de forma alguma dizer que os juízes no Brasil não são bons, muito pelo contrário, o trabalho deles é de tirar o chapéu, a disposição, comprometimento e dedicação é muito grande. O que eu quero dizer é que falta instrução, treinamento e experiência para tomar decisões nos momentos críticos do jogo, além de pulso firme para aplicar as regras contra jogadores que abusam da liberdade que tem.

Parabéns para toda a equipe do CBP, juízes, Mega Play Morumbi, Mercenários, CSP, Paintball PRO, pessoal do Rio de Janeiro e LAPPL. Minha intenção é ver o esporte crescer, melhorar e evoluir! Fico a disposição dos organizadores, juízes e jogadores para ajudar da forma como for possível, afinal, estamos todos no mesmo barco.

O JBZ acaba de voltar do CSP Peru com mais uma vitória, liderando o circuito Sul Americano de Paintball. A última etapa acontecerá no final do ano na Argentina e pode coroar o JBZ como Campeão Sul Americano de Paintball 2009! Agradecemos aos nossos patrocinadores DYE, STAR Paintballs, TADAO e Mega Play Morumbi. Até lá!

Bom galera, o blog anda um pouco abandonado, mas não é por falta de vontade e sim falta de tempo.

Nos dias 18 e 19 de julho aconteceu a etapa Brasil da LAPPL. Pra quem não conhece essa é a liga latino-americana de 7 homens. Se eu não estiver enganado, a última vez que tivemos um torneio de 7-men por aqui foi num CSP quando ainda era numa chácara no interior de SP, há alguns anos atrás…

Jogar 7-men é bem diferente. O time precisa ter outra mentalidade, saber fechar os jogos, que mesmo com 3 a menos é bem possível vencer, jogar em conjunto, comunicação, ficar vivo dentro do campo… Eu confesso que tive dificuldades pra me adaptar nos primeiros jogos, há tempos treino somente X-ball, ainda mais que eu jogo na frente e no X-Ball tem algumas coisas que vc tem q fazer e no 7-men não.

Fui para o Rio como convidado para jogar com meus amigos do Papeletto. Infelizmente por motivos de patrocínio o Jungle Boyz não pode comparecer, mas acredito que ano que vem as regras da liga serão alteradas e estaremos lá com certeza!

Foi um final de semana show, fiquei hospedado na casa do Jaime, brother que já treinou com o JBZ no passado e agora joga no Papeletto. Valew Jaime!

O local do torneio foi no sítio do Filipe do Papeletto, ex Fighters. Temos que tirar o chapéu pra ele pq ele sempre investiu no Paintball, direta ou indiretamente e nunca poupou esforços para o desenvolvimento do esporte. O lugar é lindo, com verde pra todo lado, piscina, banheiros, local coberto para os jogadores, cantina, churrasqueira e claro, um campo de futebol gramado onde foi montado o layout.

Outra pessoa que precisamos elogiar é o Rafael do Papeletto. Ele também está sempre ajudando em tudo que pode para o evento acontecer. Valew Rafa!

Falando dos jogos, mais uma vez a categoria Amador foi o grande destaque. Muito mais times, muito mais vibração, muito mais tudo. Os organizadores precisam enxergar isso e dar a devida atenção pra essa galera que será Open no futuro, sem eles não existe evolução.

A arbitragem teve um fator que me chamou muita atenção. No Brasil, os jogadores estão acostumados a reclamar, brigar, xingar, roubar na cara dura e não há punição. Já tentaram controlar esse cenário, mas ainda não tivemos sucesso.

Nessa etapa do LAPPL, com um juiz máster americano, a coisa foi diferente. Claro, erros acontecem, mas certamente muitos jogadores aprenderam como é nos EUA. Reclamou, 1 for 1. Xingou, 1 for 1. Tomou tiro e continuou jogando, 1 for 1. Sem dó. Só no meu time fui eliminado 3 vezes por penalidades de outros jogadores. A primeira vista parece muito rigor, mas só assim vamos mudar a mentalidade da galera que joga por aqui. Parabéns aos juízes!

Joguei no Papeletto Black, um time montado de última hora que me impressionou pelo desempenho. Conseguimos classificar, se não me engano, em segundo lugar, atrás apenas do Papeletto. Porém, na semi-final, fase mais importante, não conseguimos manter o ritmo e acabamos em 4 lugar. O Papeletto imprimiu um jogo muito bom durante todo o evento e acabou vencendo o Fusion na grande final.

Gostaria de agradecer a todos os amigos do Rio… sempre que puder estarei presente para prestigiar e apoiar a Liga Carioca e os eventos na cidade maravilhosa!

Um abraço e até a próxima!

De hoje (quarta-feira 24/06) até domingo (28/06) acontece o tão esperado PSP Chicago Open 2009. Com a diminuição de eventos nacionais nos EUA, a etapa de Chicago que já era considerada a mais importante da mid-season, agora ganhou ainda mais peso. Um time que conseguir um bom resultado na etapa de Chicago tem a motivação para continuar treinando até a World Cup no final de outubro.

Nosso grande amigo Osvaldo Lopes está mais uma vez nos EUA e vai jogar na D2, pelo time Velocity Wrecking Crew. Lembrando que ano passado eles foram campeões dessa etapa na D3! Vamos acompanhar os jogos e principalmente o LIVE WEBCAST.

A PSP tem obtido um enorme sucesso com o LIVE WEBCAST. Esta cada vez mais interessante assistir os jogos, eles conseguiram criar um formato para os padrões da TV que trás estatísticas dos jogadores, comentaristas, vários ângulos de filmagem e principalmente o carisma de Matt Marshall, que explica as regras do jogo e o que está acontecendo para os telespectadores. Com certeza esse é o caminho a ser seguido! Sempre achei chato assistir jogos de paintball, DVDs e etc, mas esse formato da PSP mudou minha opinião. Aproveitem é de graça!

Em breve notícias e fotos direto da PSP.
Acompanhem os RESULTADOS.

Depois de alguns meses em recuperação, tive a oportunidade de jogar o CSP Brasil 2009, evento que rolou nesse final de semana em São Paulo. Pela primeira vez tivemos um torneio no formato X-Ball, que agora se chama Race to 4, Race to 5 ou Race to 7. No Brasil a Mercenários optou pelo formato Race to 3, ou seja, quem fizer 3 pontos primeiro vence. É pouco, mas com apenas um campo não tem outra opção.

O caminho para o crescimento é ter mais campos e times, principalmente iniciantes. Destaque para o sistema de Ar a 4.500 psi dentro dos Pits! A arbitragem foi boa, mas pode melhorar. Acredito que a saída é trazer um juiz Master dos EUA, como em etapas anteriores do CSP Brasil. Muitas situações que aconteceram nesse torneio seriam punidas severamente se estivéssemos num torneio da PSP, mas isso é assunto para outro post. No geral o torneio foi muito bom e os jogos rolaram sem problemas.

Na sexta-feira aconteceu o Top Gun, torneio 1×1. Jogar 1×1 é sempre uma loteria e a sorte é um fator decisivo. Ainda bem que ela estava ao meu lado e consegui vencer todos os jogos! Essa vitória teve um sabor especial porque fiquei meses sem jogar, recuperando de duas luxações, uma em cada ombro. É preciso disciplina e motivação pra continuar acreditando, e no final deu tudo certo :-)

No sábado começaram os jogos. Gostei muito que os jogos foram divididos na parte da manhã e tarde, facilitando a vida de todos. O JBZ venceu os quatro jogos da primeira fase e classificou-se em primeiro lugar. O JBZ SP por pouco não passou para a próxima fase. Logo mais eles estarão no topo, não tenho dúvidas. No domingo jogamos a semifinal contra o WayOut e na final jogamos contra o Rapinas, finalizando tetra-campeão do CSP Brasil, 2006, 2007, 2008 e 2009.

Open
1o JungleBoyz
2o Rapinas
3o Wayout
4o Ninjinhas Delta

Amador
1o Tsunami
2o Rapinas Jr.
3o Ninjinhas Jr.
4o Cabras da Peste

Agradeço a minha família, a todos os amigos do JungleBoyZ, ao Mikko Huttunen que mais uma vez nos ajudou muito, ao Dave Youngblood, Xalo Almeida, Tânia e Tony Mercenários e aos nossos patrocinadores DYE, Mega Play Morumbi, Tadao e STAR Paintballs.

Fala galera, como alguns de vcs já sabem nesse fds rolou a 1 etapa do CBP no Mega Play Morumbi. Infelizmente as coisas não foram bem para o Jungle e principalmente pra mim, quando tirei o ombro do lugar. Devido a essa lesão ficarei tempos fora de cena, mas saibam que esse esporte e o JBZ moram no meu coração. O blog ficará parado por um tempo, boa sorte a todos e tudo de bom!

Começa hoje a temporada 2009 da PSP nos EUA. Nosso amigo Osvaldo Lopes está lá e vai jogar pelo Velocity Wrecking Crew na D2 X-Ball. Como comentei em outros posts, grandes mudanças foram feitas para essa temporada e agora é a hora de saber como tudo isso vai ficar.

*Notícias direto do front: o time Dynasty não é mais patrocinado pela JT e agora está vestindo Empire (arg!). Ha rumores de que as bolinhas GAP com cheiro de banana também acabaram. Além disso, parece que a Draxxus não irá mais produzir bolas e está vendendo o restante que tem nessa etapa em Pheonix. O AfterMath que havia decidido jogar apenas NPPL voltou para a PSP juntamente com o Bushwackers. Na Semi-Pro, o XSV reaparece das cinzas com o fenomenal Tomas Taylor. Bart Blonski, na minha opinião um dos melhores snake players do mundo não está mais no Russian Legion, ainda não tenho notícias do que ele está fazendo. O Ironmen cortou alguns jogadores como Johnny Perchac que voltou para o Dynasty, Marcello Margott que voltou para o AfterMath e Greg Siwers que foi pro Bushwackers. Na D1 e D2 o bixo tá pegando, segundo nosso correspondente nos EUA, o layout está muito bom de jogar e o rumor do X cortado no meio é pura especulação. O Velocity Wrecking Crew, time do Osvaldo Lopes, venceu 3 das 4 partidas de ontem e vai jogar as quartas contra dois times muito fortes, FIERCE e Free Train Rides. Vamos torcer pelo Osvaldeira e assim que tiver novidades coloco aqui. MAY THE POWER BE WITH YOU MY FRIEND!

Resultado dos jogos: http://www.paintball-players.org/scores/L1/
Transmissão AO VIVO: http://webcast.pspevents.com/flash/player/

Nesse final de semana tive a oportunidade de participar do primeiro torneio de X-Ball do Brasil. Há tempos o Paintball Carioca representa uma potência, desde a época do time Fighters, que foi campeão mundial nos EUA. Porém, há alguns anos os times do Rio não conseguiram resultados expressivos nos torneios nacionais e só deu São Paulo.

Para mudar esse cenário, eles criaram o Circuito Carioca de Paintball 2009. A grande diferença deste circuito é o formato PSP X-Ball, inédito no Brasil. Eu já escrevi sobre o X-Ball em outros posts, vou pular a parte de explicar como funciona, mas garanto que quem joga X-Ball não quer mais jogar 5-men.

Meu time Jungle Boyz não pode ir ao Rio, alguns jogadores estão nos EUA treinando para a primeira etapa da PSP X-Ball que rola neste final de semana em Pheonix. Assim, o Cury foi convidado para jogar no time Ink e eu joguei com o Papeletto. Conheço a rapaziada do Papeletto há anos e a galera é nota mil. Fiquei hospedado na casa do Rafael e pude conhecer melhor todos do time, valew por tudo!

O campo ficou muito bom com um layout bem rápido, tanto pela snake, doritos e meio. A grama estava bem macia e a chuva que ameaçava o torneio felizmente não apareceu. Porém, o calor estava animal e a galera sofreu pra jogar no horário de pico… teve até gente vomitando e passando mal. Rio quarenta graus, cidade maravilha purgatório da beleza e do caos!

Temos que tirar o chapéu para o Rafael, Albano e sua equipe que trabalharam incansavelmente para que o evento acontecesse com sucesso. O grande barato disso tudo foi a estrutura ROOTS, com um placar de Karate com lâmpadas que marcavam os pontos e dois timers que marcavam o tempo de timeout. Simples e eficiente. Isso prova que com vontade e determinação, tudo é possível! :)

Os jogos começaram com um ligeiro atraso, mas rolaram sem problemas. Fiquei impressionado com os times amadores que mesmo sem muita técnica, imprimiram um jogo muito agressivo e vi várias jogadas legais. A galera está no caminho certo… Já na Open o bixo pegou entre Fire, Papeletto, Ink, HellBoyz e Ninjinhas. O Ninjinhas foi com um time misto e não agüentou jogar a última partida contra o Papeletto. X-Ball naquele calor e com seis jogadores é difícil mesmo. Já o Ink teve muita garra, mas ainda não estão preparados para enfrentar times tradicionais da Open. O mesmo vale para o HellBoyz, porém vi boas jogadas deles e acho que esses times tem grande potencial, continuem treinando rapaziada!

Assim, o show ficou entre Papeletto e Fire, os dois times mais fortes do Rio na atualidade. O Fire está com uma formação muito boa, com jogadores experientes, acho que nesse ano eles vão dar muito trabalho no CBP. Já o Papeletto se destaca pela eficiência dentro de campo, com um trabalho de equipe muito bom.

Na final, o Papeletto venceu o Fire e foi campeão da primeira etapa do Circuito Carioca. Fiquei feliz de ajudar o time e rever os amigos do Rio. A próxima etapa provavelmente será no CT Papeletto, uma chácara linda com piscina, campo gramado e muito mais…

Parabéns a todos, este torneio foi um marco no Paintball do Brasil e tenho certeza que de agora em diante, vamos ter cada vez mais torneios de X-Ball. Abraço e até a próxima!