
2010 é um grande ano para o Paintball no Brasil. Nos últimos finais de semana tive a oportunidade de conhecer jogadores de algumas partes do país e há muito tempo não via o esporte evoluir. Com certeza, a redução de preços nas bolinhas e equipamentos contribui muito para o aumento do consumo, mas existe um algo mais que motiva a galera a treinar, acordar cedo e passar o dia todo no campo.
Não é preciso ir muito longe pra saber que este algo mais se chama CBP, o nosso tradicional Circuito Brasileiro de Paintball. Apesar de realizado apenas em São Paulo, o CBP tem uma força enorme, estimula o consumo em todo o país, ajuda na abertura de novos campos e influencia novos jogadores.
Mas e agora? Qual o próximo passo?
Estamos à beira de uma barreira muito difícil de ser quebrada. Para termos uma liga forte com torneios em todo o Brasil, federações, mais times e maior consumo, é fundamental que novas empresas invistam no esporte.
As multinacionais como DYE e Eclipse perceberam o potencial do Brasil e decidiram apoiar os torneios com suporte técnico e premiação. Isso já é uma vitória. Nunca tivemos este tipo de apoio antes! Mas ainda não é o suficiente, precisamos de indústrias, distribuidores e lojas que invistam nos torneios locais.
Hoje ainda é inviável a realização de um torneio com dois campos em um local de grande exposição. O custo é tão alto que as receitas não cobrem. Os poucos torneios deste porte que aconteceram, geraram prejuízo para os organizadores.
Nos EUA e Europa, as ligas são empresas lucrativas. Os eventos possuem receitas que vem principalmente do aluguel do espaço para as grandes marcas. É isso que precisamos, está provado que um circuito como o CBP influencia jogadores e times no Brasil inteiro. Uma liga forte, com eventos em outras cidades, faria as coisas atingirem proporções ainda maiores.
Mas tudo isso é um sonho. A realidade é que é inviável ter uma indústria de Paintball no Brasil. Os custos locais versus o dólar fraco e as importações ilegais, inviabilizam qualquer operação. Até a fabricação de bolinhas é comprometida. Além disso, problemas pessoais atrapalham qualquer tentativa de união, tornando as coisas ainda mais difíceis.
Quem sabe daqui a alguns anos, quando as grandes multinacionais estiverem com seus Ware Houses no Brasil, somados a alguns empresários com muita disposição, conseguiremos ter um circuito Nacional de grande porte com etapas nas principais capitais. Esse é o único caminho para o Paintball sair do buraco e tornar um esporte reconhecido. Eu acredito!